Eu nunca tinha visto chover daquele jeito, mas eu não me importava, a única coisa que eu queria era sair dali o mais rápido possível. Abri a porta e corri em direção à rua, não havia ninguém.
À medida que eu corria, minha roupa encharcava e meus pés ficavam cobertos de lama, e a última coisa que consegui escutar antes de chegar até a outra rua, foi a voz de minha mãe gritando e pedindo que eu voltasse.
Mas para mim não tinha mais valor, eu estava decido, ia ganhar o mundo, ia realizar os meus sonhos, e me desprender das asas familiares. Ao cruzar aquela calçada, tinha claramente na cabeça a idéia de que não haveria volta.
A mochila nas costas começava a pesar, por isso, não estava sentindo minhas pernas e braços, mas sabia que se parasse ali, eles viriam atrás e me alcançariam. Eu só queria ser livre, nada mais me impediria, nem a minha família, nem a sociedade radical, muito menos o medo.
Tirei forças não sei de onde, mas continuei. Por onde passava, evitava ruas conhecidas, eu adentrava em qualquer vila ou passagem que me fossem estranhas. Apesar de tudo, eu estava feliz, agora mais do que nunca eu poderia dizer: Adeus regras, adeus rotina, adeus aos falsos e moralistas.
Aquele “adeus” era o meu grito de liberdade, dezessete anos me sufocaram, e agora eu estava livre para o mundo. Não conseguia raciocinar, estava sem rumo, sem direção, queria ir o mais longe possível, outra cidade, outro estado, ou quem sabe outro país, mas não era fácil. (...)
(continua - )
As coisas que você escreve são todas de uma intensidade. Parabéns.
ResponderExcluirPERFEITO!!!!!!!!!
ResponderExcluirAAAAAAAAH, contiinua logoo. ¬¬
ResponderExcluirSaudade de ti, de jogar contigo...
Te adoro
E você, como sempre, escrevendo muito bem! ^^