sábado, 16 de outubro de 2010

LULA O MEU PRESIDENTE! De Pedro Lima (Economista e Professor da UFRJ)


Lula, que não entende de economia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos;

Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que todos seus antecessores juntos (14 universidades públicas e estendeu mais de 40 campus, e ainda criou o PRÓ-UNI, e o RE-UNI que leva o filho do pobre à universidade e meio milhão de bolsas para pobres em escolas particulares).

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares (valores de janeiro de 2010),
e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia,
levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo! Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista,
que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis (maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta).

Lula, que não entende de política,
mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 (criou o G-20).

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação,
pois foi sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul,
especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo,
Ministro Joaquim Barbosa (desmoralizado por brancos como o Gilmar Mendes e o Mello) e uma mulher no cargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha
(a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir; hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise,
mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recordes (como também na linha branca de eletrodomésticos).

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual (o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...).

Lula, que não entende de respeito a seus pares,pois é um brucutu,
já tinha empatia e relação direta com George Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador... é amigo do tal John Sweeny (presidente da AFL-CIO - American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...)e entra na Casa Branca com credencial de negociador
e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia,pois não sabe interpretar um mapa é autor da maior mudança geopolítica das Américas na história.

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional,
pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história,pois é apenas um locutor de bravatas; faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, É cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada... É bem melhor que todos os outros! 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

NÃO ME PROÍBAM DE SONHAR...


Eu nunca tinha visto chover daquele jeito, mas eu não me importava, a única coisa que eu queria era sair dali o mais rápido possível. Abri a porta e corri em direção à rua, não havia ninguém.
À medida que eu corria, minha roupa encharcava e meus pés ficavam cobertos de lama, e a última coisa que consegui escutar antes de chegar até a outra rua, foi a voz de minha mãe gritando e pedindo que eu voltasse.
Mas para mim não tinha mais valor, eu estava decido, ia ganhar o mundo, ia realizar os meus sonhos, e me desprender das asas familiares. Ao cruzar aquela calçada, tinha claramente na cabeça a idéia de que não haveria volta.
A mochila nas costas começava a pesar, por isso, não estava sentindo minhas pernas e braços, mas sabia que se parasse ali, eles viriam atrás e me alcançariam. Eu só queria ser livre, nada mais me impediria, nem a minha família, nem a sociedade radical, muito menos o medo.
Tirei forças não sei de onde, mas continuei. Por onde passava, evitava ruas conhecidas, eu adentrava em qualquer vila ou passagem que me fossem estranhas. Apesar de tudo, eu estava feliz, agora mais do que nunca eu poderia dizer: Adeus regras, adeus rotina, adeus aos falsos e moralistas.
 Aquele “adeus” era o meu grito de liberdade, dezessete anos me sufocaram, e agora eu estava livre para o mundo. Não conseguia raciocinar, estava sem rumo, sem direção, queria ir o mais longe possível, outra cidade, outro estado, ou quem sabe outro país, mas não era fácil. (...) 
(continua - )

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A HISTÓRIA DOS SIGNOS.

(...)
E naquela manhã, Deus compareceu ante suas Doze Crianças e em cada uma delas plantou a semente da vida humana. Uma por uma, cada criança deu um passo à frente para receber o Dom que lhe cabia.
"Para ti ÁRIES, dou a primeira semente, para que tenhas a honra de plantá-la. Para cada semente que plantares, mais outro milhão de sementes se multiplicará em tuas mãos. Não terás tempo de ver a semente crescer, pois tudo o que plantares criará cada vez mais e mais para ser plantado. Tu serás o primeiro a penetrar o solo da mente humana levando Minha Idéia. Mas não cabe a ti alimentar e cuidar dessa Idéia, nem questioná-la. Tua vida é ação, e a única ação que te atribuo é a de dar o passo inicial para tornar os homens conscientes da Minha Criação. Por esse trabalho, Eu te concedo a virtude do Respeito por Ti Mesmo".
Silenciosamente Áries, retornou ao seu lugar.
"A ti, TOURO, Eu dou o poder de transformar a semente em substância. É grande a tua tarefa, e requer paciência, pois tens de terminar tudo o que foi começado, para que as sementes não sejam dispersadas pelo vento. Não deves, assim, questionar, e também não deves mudar de idéia no meio do caminho, nem depender dos outros para a execução do que te peço. Para isso Eu te concedo o Dom da Força. Trata de usá-la sabiamente".
E Touro voltou lentamente ao seu lugar.
"A ti, GEMEOS, Eu dou as perguntas e as respostas, para que possas levar a todos um entendimento daquilo que o homem vê ao seu redor. Tu nunca saberás por que os homens falam ou escutam, mas em tua busca pela resposta encontrarás o Meu Dom, reservado para ti: o Conhecimento".
E Gêmeos voltou rapidamente ao seu lugar.
"A ti CANCER, atribuo a tarefa de ensinar aos homens a emoção. Minha idéia é que provoques neles risos e lágrimas, de modo que tudo o que eles vejam e sintam desenvolva uma plenitude desde dentro. Para isso Eu te dou o dom da Família, para que tua plenitude possa multiplicar-se."
E Câncer voltou ao seu lugar.
"A ti LEO, atribuo a tarefa de exibir ao mundo Minha Criação em todo o seu esplendor. Mas deves ter cuidado com o orgulho, e sempre lembrar que é Minha Criação, e não tua. Se o esqueceres, será desprezado pelos homens. Há muita alegria em teu trabalho, basta fazê-lo bem. Para isso te concedo o Dom da Honra."
E Leo voltou, majestosamente ao seu lugar.
"A ti, VIRGO, peço que empreendas um exame de tudo o que os homens fizeram com a Minha Criação. Terás de observar com perspicácia os caminhos que percorrem, e lembrá-los de seus erros, de modo que através de ti, Minha Criação possa ser aperfeiçoada. Para que assim o faças, Eu te concedo o dom da Pureza de Pensamento".
E Virgo, voltou pensativamente ao seu lugar.
"A ti LIBRA, dou a missão de servir, para que o homem esteja ciente de seus deveres para com os outros, para que ele possa aprender a cooperação assim como a habilidade de refletir o outro lado das suas ações. Hei de levar-te aonde quer que haja discórdia, e por teus esforços te concederei o Dom da Paz".
E Libra retornou ao seu lugar.
"A ti, SCORPIO, darei uma tarefa muito difícil. Terás a habilidade de conhecer a mente dos homens, mas não te darei a permissão de falar sobre o que aprenderes. Muitas vezes te sentirás ferido por aquilo que verás e em tua dor te voltarás contra Mim, esquecendo que não sou Eu, mas a perversão da Minha Idéia que te faz sofrer. Verás tanto e tanto do ser humano, que chegarás a conhecer o homem enquanto animal, e lutarás tanto com os instintos animais de ti mesmo, que perderás o teu caminho; mas, quando finalmente voltares a mim, Scorpio, terei para ti o Dom supremo da Finalidade".
E SCORPIO retornou ao seu lugar.
"SAGITÁRIO, a ti Eu peço que faças os homens rirem, pois entre as suas distorções da Minha Idéia, eles se tornam amargos. Através do riso, darás ao homem a esperança, e através da esperança voltarás os seus olhos novamente para Mim. Chegarás a ter muitas vidas, ainda que só por um momento, e em cada vida que atingires, conhecerás a inquietação. A ti, Sagitário, darei o dom a Infinita Abundância, para que te possas expandir o bastante até atingir cada recanto onde haja escuridão e levar até ele a esperança e a Fé".
E Sagitário voltou ao seu lugar.
"De ti, CAPRICORNIO, quero o suor da tua fronte, para que possas ensinar aos homens o trabalho. Não é fácil a tua tarefa, pois sentirás todo o labor dos homens cair sobre os teus ombros; mas, pelo jugo de tua carga, ponho em tuas mãos a Responsabilidade sobre o caminho do homem."
E Capricórnio tornou pensativamente ao seu lugar.
"A ti, AQUARIUS, dou o conceito do futuro, para que através de ti o homem possa ver outras possibilidades. Terás a dor da solidão, pois não te permito personalizar o Meu amor. Mas, para que possas voltar os olhares humanos em direção a novas possibilidades, eu te concedo o dom da Liberdade, de modo que, livre, possas continuar a servir a humanidade onde quer que ela necessite de ti".
E Aquárius retornou ao seu lugar.
"A ti, PISCES, dou a mais difícil tarefa de todas. Peço-te que reúnas todas as tristezas dos homens e as tragas de volta para Mim. Tuas lágrimas serão, no fundo, Minhas lágrimas. A tristeza e os padecimentos que terás de absorver, são o efeito das distorções impostas pelo homem à Minha Idéia, mas cabe a ti levar até ele a Compaixão, para que ele possa tentar de novo. Por essa tarefa supremamente difícil, Eu te faço o dom mais alto de todos. Tu serás o único de Meus doze filhos que Me compreenderá. Mas este Dom do Entendimento é só para ti, Pisces, pois quando tentares difundi-lo entre os homens, eles não te escutarão".
E Pisces voltou pensativo ao seu lugar.
E então DEUS disse: "Cada um de vós tem uma parte da Minha Idéia. Não deveis confundir a parte com o todo dessa Idéia, nem podereis negociar vossas partes entre vós. Pois cada um de vós é perfeito, mas não compreendereis isso até que vós Doze sejais Um. Pois então o Todo de Minha Idéia será revelado a cada um de vós"
E as Doze crianças foram embora, cada uma determinada a executar seu trabalho da melhor maneira, para poder receber o dom que lhe havia de caber. Mas nenhum entendeu plenamente sua tarefa, e quando voltaram, confusos, Deus disse: "Cada um de vós acredita que o Dom do outro é melhor. Por isso eu permitirei que negocieis entre vós". E, por um momento, cada criança ficou entusiasmada, imaginando as possibilidades da nova missão.
Mas Deus sorriu e disse: "Voltareis a Mim muitas vezes, pedindo-me para serdes liberados de vossas missões. E em cada ves que isso acontecer, Eu entenderei vosso pedido. Passareis através de inumeráveis encarnações antes que a missão originária que vos prescrevi esteja completada. Dou-vos um tempo infinito para que a completeis, pois só quando estiver terminada a missão é que podereis estar Comigo.
(Achei legal e postei)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Metáfora do Gelo

Eu já não sabia o que estava sentindo, se existe morto-vivo, eu era um naquele momento. Minhas mãos não conseguiam digitar mais nada, elas involuntariamente tremiam, e eu apenas podia sentir o meu coração se despedaçar. Por alguns minutos achei que não fosse mais respirar, estava tudo tão irregular, que eu nem sequer conseguia montar na minha cabeça, um esquema do que havia acontecido.
Mas é claro que eu sabia, só não queria acreditar que estava acontecendo comigo. Como num passe de mágica a ficha caiu, e agora mais do que nunca, eu havia entendido o quão ruim é deixar de ser importante na vida de quem amamos, e estava acontecendo comigo, era tudo real, verdadeiro e infeliz.
As lágrimas eram mais velozes do que os meus pensamentos, afinal, já não se tinham pensamentos coerentes, minha cabeça só conseguia focalizar aquela face que jamais seria minha novamente, o único conforto se é que existia algum, era saber que aquilo tudo um dia tinha sido meu.
E as palavras que havia lido, reviravam na minha mente como se fossem ficar ali atormentando para sempre. Eu queria me livrar, mas não conseguia. Eu queria acordar, mas não era sonho, ou melhor, pesadelo. Eu queria ser amado de novo, mas isso era impossível, pelo menos foi o que me pareceu quando li aquelas palavras que me atravessaram como facas amoladas prontas para ferir.
A pessoa já não fazia questão de me ter ali, de continuar compartilhando nossas vivências e de finalmente selar algo que foi importante na vida dos dois, pelo menos achava que era para os dois, mas vejo que não. Depois de tanto tempo, de tanta entrega, não havia sobrado nenhum sentimento, amizade, compaixão, pena, absolutamente nada?
Percebi que a frieza era tanta que pensei estar coberto por pedras de gelo, com uma única diferença, essas pedras não derretiam, ficariam ali para sempre, como marcas indeléveis, congelando os meus sentimentos e mortificando o meu coração.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Críticas ao vento..."


Com o tempo você vai percebendo que as pessoas que marcam ou marcaram de alguma forma na sua vida, vão se esvaindo com uma rapidez incrível, e ainda sim, você não consegue assimilar e explicar o que está acontecendo. Então, você apenas passa a se dar conta de que tudo não passou de um “breve” momento ao lado de alguém muito especial.
Acredito que para cada pessoa a vida traçou um caminho diferente, por isso, todos devem ir atrás das suas essências, todos devem enfrentar seus obstáculos e, sobretudo, percorrer o caminho até o seu término. O problema disso tudo, é que quase sempre nos preocupamos demais com o nosso próprio ego, e esquecemo-nos de olhar e torcer pelo caminho do “outro”, que por muitas vezes foi “a mão que nos ajudou a levantar”, “a nossa mola no fim do poço”, ou como diz o clichê: “a nossa luz no fim do túnel”.
É muito comum ouvirmos de algumas pessoas frases como: “Você é meu melhor amigo”, mas, digam-me, de que tipos de amizade eles estão falando? Àquela que se materializa apenas em fotos bonitas para causar inveja no resto mundo? Ou então, daquela que se materializa em apenas dizer que são amigos há muito tempo? Pois é, o mundo está assim, “bagunçado, confuso e difícil de encarar”.
 Precisamos tomar cuidado com as “capas”, ser amigo ultrapassa qualquer explicação, ultrapassa qualquer limite, ultrapassa qualquer adversidade. Como posso chamar de amizade uma relação, em que há trocas? Digam-me, preciso entender... Vamos dar um exemplo: Dois amigos cultivam uma amizade de dezessete anos, um pouco mais de seis mil dias juntos, unidos, vivendo um para o outro. De repente, um dos amigos começa um relacionamento amoroso, e em um curto espaço de tempo, se esquece do outro amigo.
Já pensei em diversas explicações, e ainda sim, não consigo imaginar que tipo, ou que classificação de amizade é esta. Será que nunca existiu? Será que foram tudo sonhos que não aconteceram? Será que foram promessas e palavras jogadas ao vento? É muito fácil olharmos para nossas “vidinhas” maravilhosas e não perceber que ali do lado tem alguém magoado, ou que se sente a pior das criaturas do mundo por ter perdido um amigo.
O que ficam são as fotos, as lembranças, as recordações e os possíveis indícios de que um dia tudo isso existiu. Mas, o tempo cura, o tempo cicatriza, o tempo faz passar e mais do que nunca, o tempo nos dá a certeza de que aquilo tudo uma hora não mais existirá. Portanto, não devemos nos abalar, continue vivendo no seu caminho, o destino se encarregará de preencher aquele vazio com pessoas que realmente fazem valer o nosso amor e amizade.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Dica do escritor:


POR FAVOR, O TEXTO: "CARTA DOS CÉUS" FOI ESCRITO PARA PESSOAS QUE PÕE EMOÇÃO NA HORA DE LER. ENTÃO, QUANDO FOREM LER, LEIAM OUVINDO A MÚSICA: "Sunday, Bloody Sunday - U2". Garanto, vão gostar...

Carta do Céu...


Por favor, não me ignore, não ignore estas palavras! Gostaria que prestasse muita atenção na parte introdutória desta carta. Hoje, particularmente, tive a oportunidade de enviar-lhe essas palavras, mas saiba desde já, que não será algo constante em sua vida, talvez seja a primeira e a última vez que mando algo dessa magnitude, então, faça o favor de ler e entender o sentido disso tudo, não tenho muita paciência, e você sabe disso.
Aqui onde estou há muitas coisas que ainda preciso desvendar, não aprendi nem a metade do que preciso saber, é bem diferente do que eu imaginava, é tão real e concreto, que às vezes me arrependo de não ter pensado no assunto antes disso tudo acontecer.
Hoje mais cedo, me peguei pensando em você, refiz na memória todos os momentos felizes que nós tivemos, quando não tinha mais o que pensar, com medo de esquecer qualquer coisa, refiz também na memória os momentos infelizes que passamos, e foram muitos.
Depois de refazer todos esses momentos, cai em depressão, chorei tanto que meus olhos ainda tremem, acho que se você fizer um esforço visual, ainda enxergará a marca das lágrimas no papel, foram tantas que até na hora de escrever elas me acompanharam. Só consegui me recompor, quando um homem aproximou-se e disse que eu teria a oportunidade de mandar esta carta a qualquer pessoa...
Amor, ele era um anjo, desde que cheguei por aqui, no “majestoso paraíso” (nome que eles dão a este lugar), eles andam de um lado para o outro tentando nos acalmar, é tão impressionante o jeito como eles falam e se comunicam, tem vezes que um simples toque no ombro transmite uma paz, coisa que eu jamais havia sentido quando estava vivo, ou melhor, quando estava no plano terrestre... Aqui eles não deixam você se lamentar por ter morrido, afinal, você não morreu, apenas está vivendo em outro plano.
O amigo do homem que me concedeu a oportunidade de escrever-lhe, disse para eu não perder tempo explicando minuciosamente: Onde estou como estou e outras perguntas que você deve estar se fazendo, ele explicou-me que essas oportunidades são dadas às pessoas que deixaram algum propósito no plano terrestre, ou não expressaram tudo que sentiam de verdade aos que amam.
Eu não poderia pensar em outra pessoa, não poderia sequer sonhar com outra pessoa que não fosse você. Depois daquele acidente muitas coisas “ficaram suspensas no ar”, muitas palavras não foram ditas, e isso tudo chega a ser engraçado e sarcástico, quando nem fazemos idéia do que é estar aqui, achamos que tudo não passa de um clichê, desdenhamos do amor, brigamos com quem amamos e às vezes até fazemos pouco caso de viver, mas quando nos tiram a oportunidade de falar, gritar, abraçar, sentir as mãos, beijar, e etc., é que sentimos o peso da nossa péssima passagem pela Terra.
Estou sentindo tanto, é um aperto no peito que parece não terminar, acho que eles cravam uma faca dentro do seu coração quando você é marcado por ter feito coisas erradas, a minha “faca” parece ser grande, dói muito. Às vezes eu reclamava de coisas sem importância, mas não há nada mais doloroso que a dor de estar aqui, sem poder te ver, sem poder te tocar, sem poder sentir o gosto dos seus beijos, sem poder aconchegar-me no teu colo e dormir sem ter hora para acordar.
Sabe, aqui a gente não dorme, não há horários, não há marcação de tempo e muito menos “colos” aconchegantes como o seu. Eu queria poder te trazer aqui por um dia. Apesar de ser um sofrimento não ter por perto quem amamos, esse lugar é realmente um paraíso, não há fome, não há discórdia, não há impedimentos, não há deveres nem metas de trabalho, aqui não há nada que te faça infeliz.
            Eu ouvi dizer que quando eu tiver mais tempo neste lugar, eu ganharei dons, também ouvi dizer que daqui a um tempo, eu poderei escolher um terrestre para proteger, são espécies de conexões, dependendo da pessoa escolhida, poderei zelar todos os dias para que a vida terrena desta pessoa seja tranqüila. Saiba desde já que serás minha escolhida, e se existir outro ser por aqui tentando te proteger no meu lugar, vou armar a primeira discórdia deste lugar, (rs, rs).
            Prometo que tentarei fazer por aqui o que muitas vezes você me cobrou e eu nem me importava, se puder, vou passar todos os dias da eternidade te protegendo, zelando pelo seu coração e rezando para que nada aconteça a você. Falando em rezar, preciso te contar, aqui nós somos obrigados a rezar todos os dias, eu percebi que rezava de forma errada, aí na Terra, eu só pedia, jamais agradecia as graças alcançadas, aqui é bem diferente, precisamos rezar pensando no outro, desejando graças o tempo todo.
            O meu tempo de escrever para você está se esgotando, eles não deixam nós nos apegarmos tanto a esses meios de comunicação, disseram que faz brotar nas almas infelicidade e angústia, também disseram que eu não vou comunicar-me com você de novo, e que só nos veremos quando estiveres aqui comigo. Espero que você jamais passe pela dor que eu passei de não estar mais no plano terrestre ao lado de quem ama, mas vou rezar para um dia te encontrar de novo, ficando ou não do meu lado...
            Vou confessar-lhe uma coisa, o meu coração já não dói como quando comecei a escrever, os olhos já não tremem, até esbanjei um sorriso ao me lembrar da vez que prometi casar contigo e te fazer a pessoa mais feliz do mundo, ou da vez que disse que adotaríamos duas crianças, um casal, e que faríamos deles grandes pessoas. Por favor, não ache que essas promessas foram “mentiras ao vento”, eu apenas não tive tempo de realizá-las, e se eu pudesse, correria para os seus braços sem nem pensar a pediria em casamento...
            Eu preciso ir, mas antes disso, quero declarar formalmente, incondicionalmente e eternamente que você foi, é, e sempre será o amor da minha existência. Não houve e não há no plano terrestre e espiritual, respectivamente, pessoa mais importante que você. E por favor, não chore, não lamente, não deixe que o brilho que existe em você se apague, viva e diga aos que ficaram o valor que eles tem e o quão de importância tem na sua vida.
            Quando sentir a minha falta, olhe para o céu e ao invés de procurar a estrela mais brilhante, procure a mais apagada e solitária, me enxergue nela, sim, serei eu sem o seu amor e sem você. Quando não houver estrelas ou condições de olhar para o céu, aperte os braços contra o peito, aperte com força e imagine o meu abraço, àquele que você adorava quando nos encontrávamos depois de um longo tempo sem se ver. Mas, se estiver tão triste a ponto de não conseguir se mexer ou fazer esforços, então, apenas feche os olhos, durma e sonhe comigo.
            Se ao dormir tiver pesadelos atordoados e infelizes, acorde rapidamente e imagine que fui eu quem a acordei e que ficarei ali para que nada de ruim te aconteça. Ainda sim, se nada disso adiantar e a dor não passar, a minha falta te dominar e teu coração enrijecer, apenas ajoelhe, junte as mãos e peça a Deus que me mantenha sempre vivo em sua memória e coração, estarei zelando por você. Eu a amo mais que a mim mesmo, eu a amo mais que este paraíso, eu a amo como nunca se amou alguém nos dois planos, do teu amado e eterno, 
                                Amor.
                              

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Dê - me um sinal.


Dê-me um sinal
Eu estava em desespero, não conseguia distinguir se aquele olhar estaria em minha direção, ou se eu estaria imaginando coisas pelo fato de estar apaixonado. Nos últimos dois meses, eu fui protagonista desta situação por muitas vezes.
Os olhos amendoados me olhavam, eram tão brilhantes e iluminados, que muitas vezes eu desviara a direção do meu olhar, por não saber como reagir a tanta beleza. Estava ali, parada, parecendo um anjo, pelo menos na minha cabeça, era um anjo. Muitas vezes eu me via sem ar e até forçava os pés no chão, para não correr o risco de sair levitando ou outra coisa do gênero, seria extremamente perceptível.
Ela veio em minha direção, eu pisquei os olhos duas vezes para saber se estava realmente acordado, infelizmente eu estava. Aproximou-se e perguntou se o lugar ao meu lado no banco estaria ocupado, eu meio sem jeito, balancei a cabeça negativamente e com um tom de voz suave, disse que não.
Sentou-se, olhou para frente e enrijeceu, na minha “cabeça”, aquilo era um péssimo sinal, mas para o meu coração, o fato de ter se acomodado ao meu lado, era algo positivo.
À medida que o tempo passava, eu tentara de alguma forma chamar a sua atenção, por muitas vezes tentei encostar minhas pernas na dela ou sentir o ar suave de seus braços nos meus, o banco em que estávamos já não era “solitário”, agora, onze pessoas estavam ali além de nós dois.
Vinte e sete minutos, nenhuma palavra, nenhum olhar, nada que pudesse ao menos dar-me esperanças. Não fiquei angustiado, sequer entristeci, estava acostumado com essa falta de comunicação e a sua rispidez.
Trinta e sete minutos, eu não estava mais ali, pelo menos não em espírito, meu corpo era apenas uma massa inerte amontoada em um banco, sem sinal de vida ativa. O meu pensamento estava em desespero, eu queria um sinal, eu queria um olhar, eu queria uma palavra...
            Quarenta e oito minutos, eu não consigo entender até agora de onde vieram forças para aquela massa inerte olhar para o lado e perguntar as horas, mas fiz isso, perguntei e não me arrependo, ela virou – se lentamente e respondeu. Nem reparei em sua resposta, até por que, eu estava contando as horas desde o momento que sentei naquele banco.
            Naquele único momento, eu só tinha “olhos”, ou melhor, eu só tinha “ouvidos” para aquele som perfeito, sua voz era linda, eu já havia reparado outras vezes, e como havia... Mas nunca tão minuciosamente como naqueles três segundos de resposta sobre o horário, a resposta foi simples e curta, mas fiquei tão ou mais alvoroçado do que quando ela perguntou – me sobre o lugar vazio no banco.
Por um breve e insensato momento, fiquei a imaginar se um dia eu teria aquela voz voltada para mim, se ouviria canções e declarações todos os dias que quisesse, se um dia ouviria sermões e ralhos que mais pareceriam uma bela canção do que qualquer outra coisa, se um dia eu seria “inspiração” para aquela voz, a voz que eu sonhara todos os dias há mais de dois meses...
Eu estava satisfeito, ela falou comigo, ela reparou em mim, pelo menos eu alimentava isso, agora eu podia alimentar por mais dois meses ou dois anos, tanto faz, ou até ela reparar outra vez, seria uma solução para exterminar a aflição, o sufoco e a dor que revestiam o meu coração por não ser, literalmente, correspondido àquele sentimento.
Uma hora e quinze minutos, acordei espantado com o tom grave da voz do padre, ele estava dando a benção final a todos aqueles cristãos da missa de domingo, olhei ao redor e vi que tudo não passara de um sonho, eu havia dormido durante toda à missa. Ninguém havia reparado nos meus roncos, ou nos sons estranhos que eu emitia quando dormia ou cochilava? Ninguém havia me esbarrado ou empurrado em uma tentativa de me acordar? Será que ficaram compadecidos do meu rosto ao sonhar emitindo emoção e esperança?
Levantei-me inconformado, fiz o sinal da cruz e caminhei em direção à porta daquela igreja, olhei ao redor, ela não estava lá, não conseguia pensar em outra coisa se não naquele sonho... Era isso então, tudo passara de um sonho, um sonho de uma hora e exatos quinze minutos, agora não havia sentido, eu continuaria na mesma, continuaria sonhando, continuaria imaginando, continuaria rezando para que um dia aquilo pudesse vim a ser real.
Meus passos foram lentos até a saída da igreja, estava a flutuar, até queria que estivesse mesmo, não me daria ao trabalho de andar, eu estava tonto e infeliz, só me restava ir para casa como em todos os outros domingos, como todos os outros dias em que sonhei com o improvável, para mim já era improvável, até mais que isso...
Eu queria um sorriso, um abraço, uma voz a cantar para mim infinitamente, mas isso tudo, de uma única pessoa que sequer falava comigo, vou ficar em sonhos, em pensamentos, em imagens distorcidas do que não aconteceu... Dê – me um sinal para que eu possa tornar essa fantasia uma realidade e repousar o meu coração, ele precisa desse repouso há mais de dois meses.

Bruce Alex Teixeira Larrat.




quinta-feira, 29 de julho de 2010

Eu não sei me descrever,,,

O que seria uma boa descrição de “si mesmo”? Todos os dias eu tento criar e atualizar o meu perfil, pensando na melhor descrição para quem seria o “Bruce”. Mas em todas, eu nunca acho uma que realmente me defina por completo.
Aí, eu penso: “Seria por que todos os dias eu mudo o meu jeito de ser?”, seria algum tipo de “falta de personalidade” involuntária? Imagino muitas possibilidades, mas a que mais se aproxima do provável é que: Tudo muda, e a nossa vida não depende exclusivamente de nós mesmos, até por que, o destino não é nada previsível, e quem é que tem coragem de duvidar das mudanças do destino? Eu não tenho, e você, tem?
Então, o “Bruce” é uma pessoa sem personalidade, que vive em torno de um destino e se movimenta influenciado pelas pessoas? Claro que não. O “Bruce” tem personalidade, vive, acredita sim no destino e tenta se adequar ao pensamento das pessoas, mas nada disso de forma influenciável.
Mas então, qual seria a melhor descrição de si mesmo? Eu não sei, ainda estou procurando. Enquanto isso, eu posso dizer que na minha vida, ninguém entra por um simples acaso daquele destino retratado anteriormente, eu posso dizer também, que na minha vida, nada é feito de qualquer jeito, tudo tem um “por que”, e eu também arrisco dizer, que falar de si mesmo é muito difícil, eu mesmo não o - faço bem.
Se eu digo que sou uma pessoa legal, logo, as pessoas que me acham legal, vão concordar e dizer que eu me descrevi verdadeiramente. Mas e se a descrição parar “nas mãos” de alguém que não me acha legal? E agora, onde está toda aquela verdade na minha descrição?
Você deve estar se perguntando: O que deu na cabeça desse idiota para escrever uma coisa tão “sem noção” como descrição, não é mesmo? Escrever é meu “hobbie”, eu escrevo para desabafar, e na hora que eu escrevo, somos apenas eu e as letras, eu e o meu imaginário, eu e as minhas descrições, eu e os meus pensamentos imaturos, e que pensamentos imaturos...
Minha família costuma dizer que eu sou “vários em um só”, pelo menos é isso que eu entendo quando eles dizem: “Você está fazendo o que não deve, não é o momento”, ou quando eles dizem: “Bruce, você precisa mudar esse seu jeito”.
Mas, o que a família representa nesses momentos? Um tipo de “subconsciência?”. Acho que não, até por que, se eu estou errado, é por que algo não saiu muito certo na hora dos ensinamentos de: Boa educação, sentimentalismo, humildade, honra e todos aqueles preceitos chatos de família, você não concorda?
O que mais me intriga é que, quando nos tornamos “adultos”, falamos as mesmas coisas para nossos filhos, também para os netos, e quando a vida nos permite, ou melhor, a morte, falamos também para os bisnetos.
Falei, falei e falei, mas ainda não me descrevi. Você consegue enxergar aí em cima alguma característica minha? Eu não estou me descrevendo, juro que ainda não. Então, continuando, um dia, ouvi dizer que, quando uma pessoa se descreve, ela acaba se limitando, mas isso é muito engraçado, de que limites estamos falando?
Se eu disser que o “Bruce” é romântico, leal, amigo, sincero e sonhador, eu não estou criando limite algum, muito pelo contrário, eu abro novas formas das pessoas enxergarem lados até então desconhecidos, não é verdade?
É como se fosse uma sintonia, uma música, uma orquestra estimulada pelos olhares da platéia, tudo girando em torno de quem nos aplaude ou nos vaia no final, falando em música, bem que os novos cantores poderiam se apoiar nas do Chico, Tom e Marisa para compor suas canções, até mesmo gravá-las com uma nova face, rosto.
Eu queria entender o “porque” de todas as pessoas geralmente usarem o nome de Deus nas suas descrições, por exemplo, vendo sites de relacionamento, me deparo com essa falsa-hipocrisia: Paixões: “Deus, família, amigos, mulheres, etc.” ou então: “As cinco coisas sem as quais eu não consigo viver: Deus, família, amigos, dinheiro, etc.” É muito engraçado, eu até precisei esperar o riso me abandonar para continuar escrevendo, é muito engraçado duas vezes.
Vamos refletir um pouco, o nome de Deus aparece várias vezes, sempre em primeiro lugar em relação aos outros itens, mas, me digam, quais dessas pessoas nas suas descrições realmente dizem a verdade? Será mesmo que entre amigos, família, mulheres, dinheiro, Deus é o que mais importa? Quantas dessas pessoas agradecem, ou sequer lembram Deus no seu dia –a – dia? Pois é, acho que poucas.
Se eu fosse descrever religião na minha vida, diria que, não é preciso estar dentro de um templo, igreja, terreiro de umbanda, capela, convento, ou em qualquer outro lugar, para sentir Deus, ele nos rodeia, faz nosso mundo melhor, dá sentido a tudo que nele vive. Apesar de fazer parte de um grupo jovem, onde juventude, oração e santidade são características essenciais, ás vezes caio na ignorância de não agradecer todos os dias à Deus, com você acontece a mesma coisa?
E pensar em Deus é sonhar, não é mesmo? E assim eu me pergunto, será que existe alguma outra pessoa no mundo que sonhe com cem dias passeando pelo Egito, sendo que o penúltimo seja amanhecendo em uma pirâmide? Ou então, que sonhe em morar em um “kit net”, sim, você entendeu bem, morar em uma dessas “casinhas” alugadas, pagando mais ou menos R$450,00? Será que existem outras pessoas sonhando isso? Ou são sonhos que ninguém deveria sonhar?
Outra coisa me chama a atenção, todo mundo que se descreve profundamente, envolve o nome de amigos: “Eu amo meus amigos”, “Tenho melhores amigos”, “Meu miguxinhos”... Isso é mesmo necessário? Se eu fosse envolver amigos em uma descrição, não faria assim, não é mais fácil especificar que suas (o) melhores amigas (o) são “fulano, ciclano, beltrano”? Se bem que, tem gente que considera “amigo” até aquele “tiozinho” que juntou a moeda que saiu rolando pelo ônibus...
E então, o que seria uma boa descrição dos amigos? Exemplo: “Denize e Laíza são minhas amigas, grande parte do que eu sou, devo às lições dessas meninas, dezessete anos de convivência, toda a minha eternidade”, simples e bonito não é mesmo?
Vejam só, eu não comecei a me descrever, muito menos descrever a minha vida e as pessoas que a rodeiam. Não tenho muita paciência para me descrever. Imagina se eu fosse contar que, o amor, na minha vida é “pura teoria sentimental”, tenho teorias de primeiros encontros, teorias sobre o ato de oscular alguém, até testes para saber se o “cara” que tá dando em cima das minhas amigas está sendo sincero, mas você deve estar se perguntando, então tudo relacionado ao “amor” na vida dele são apenas teorias, e a prática, onde fica?
É bom ter teorias, dessa forma, de “pé sempre atrás”, eu me livro das armadilhas do “amor”, mas eu não costumo definir o amor não, ele é imprevisível, igual o destino de que te falei lá em cima, uma vez, o “amor” me disse para eu não procurá-lo que ele apareceria sem eu menos esperar, o único problema disso tudo é que, e se eu não estiver preparado para recebê-lo? É sempre bom receber as visitas passageiras de maneira exemplar, opa, eu chamei o amor de passageiro, mas pior que, estou quase chegando a conclusão de que ele é.
Mas não vamos generalizar o amor, ele é tão “fofo, bobo e envolvente”, é melhor o deixarmos quietinho, vai que ele apronta uma daquelas paixões, armadilhas profundas, que quando menos esperamos, estamos suspirando pó mágico e “falando borboletas”, e ultimamente, não to precisando disso.
Eras, agora estou muito frustrado, escrevi tanto e ainda não consegui caracterizar o “Bruce”, você realmente enxerga alguma descrição, algo pelo menos parecido com isso? Eu não. Engraçado, quais são minhas características? Quais os meus sonhos? Qual o significado de família na minha vida? E religião? E Deus? E os meus amigos? Nem me lembro de ter falado deles, ai meu Deus, será que perdi minhas teorias de amor? E minhas músicas? Quais são?
Enfim, juro que vou tentar me descrever, não desistir é arte, e eu sou um artista. Talvez, lendo isso, você não encontre absolutamente nada do meu “ser”, quem sabe nas próximas chances eu consigo, não é mesmo? Acho que preciso primeiro olhar para dentro e esquecer-me do mundo lá fora. Meu Deus, tantas letras e nenhuma descrição, o que eu fiz? Perdi a coerência ou o fôlego? Enfim, eu não sei ao certo, mas sei que apenas uma coisa é certa, eu ainda não sei me descrever.
By. Bruce Alex T. Larrat.

Tente imaginar...


Agora que estava cada vez mais perto, eu já não conseguia diferenciar na minha cabeça o que era amor, o que era paixão, o que era prazer... A campainha não tocava, e no fundo eu não queria que tocasse mesmo, esse som seria a marca, o ponto de partida para o que eu tentara atrasar o máximo possível, mas eu já estava conformado com a idéia de que seria hoje.
Passos apressados sustentavam a minha feição de medo, desconfiança e nervosismo, eu podia sentir cada pulsar do coração contra o meu peito coberto pela camisa de linho vermelho que ela havia me presenteado há alguns dias atrás. As mãos, só não estavam mais molhadas pelo fato de deslizarem de três em três segundos no bolso da bermuda cor creme.
O relógio na parede parecia querer “gritar”, e com razão, ele agora marcava nada mais nada menos que quarenta e sete minutos de atraso dela. O que fazer? Ligar? Ir ao seu encontro? Desistir? Não, que tal ler uma revista? Também não, tiraria o foco e correria o risco de perder a adrenalina. A opção de sentar sobressaiu sobre as outras.
Enfim, ele tocou, sim, aquele som alarmante que naquele momento parecia mais uma sirene de filme de terror do que uma campainha, então seria agora. Como ela estaria vestida? Não conseguia imaginar. Talvez uma roupa sensual? É, acho que não... Ela conhecia minhas teorias, meus medos, deveria saber o quão nervoso eu estava.
Levantei-me embaraçosamente, caminhei alguns passos até a porta, o velho costume de passar a mão no topete não foi deixado de lado, a outra mão pairou sobre a fechadura prata enferrujada, girei lentamente e puxei a porta vermelho – vinho.
Era ela, ficou parada como se tivesse visto um fantasma, sua expressão era um misto de ansiedade e pressa. Cheguei a pensar que ela iria sair correndo e me deixar ali, seria uma ótima opção, eu ainda estava nervoso demais para encarar aquele momento, mas não, ela entrou, caminhou até o sofá amarelo e largou a bolsa branca de fivela sobre o braço do sofá.
Fechei a porta e fui ao seu encontro, sentei-me ao seu lado, encostei os lábios meio abertos em seu ouvido e tentei sussurrar, mas não saiam palavras naquele momento, eu estava extasiado. Não pude deixar de notar naquelas coxas, que antes daquela noite, nunca tiveram a intenção de estarem à amostra.
O vestido preto reluzia desejo e excitação, bem diferente do que eu pensei que ela estaria trajando. Suas mãos encontraram meu cabelo e rapidamente deslizaram em um “frenesi” intenso e delirante. As minhas, encontraram o percurso perfeito e delicado de sua cintura, ela gostou, pude sentir um ar de vaidade. E agora? Quem seria o primeiro a mudar o hábito? Aquilo era normal para a gente.
(Continua...)
Bruce Alex Teixeira Larrat.