quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Críticas ao vento..."


Com o tempo você vai percebendo que as pessoas que marcam ou marcaram de alguma forma na sua vida, vão se esvaindo com uma rapidez incrível, e ainda sim, você não consegue assimilar e explicar o que está acontecendo. Então, você apenas passa a se dar conta de que tudo não passou de um “breve” momento ao lado de alguém muito especial.
Acredito que para cada pessoa a vida traçou um caminho diferente, por isso, todos devem ir atrás das suas essências, todos devem enfrentar seus obstáculos e, sobretudo, percorrer o caminho até o seu término. O problema disso tudo, é que quase sempre nos preocupamos demais com o nosso próprio ego, e esquecemo-nos de olhar e torcer pelo caminho do “outro”, que por muitas vezes foi “a mão que nos ajudou a levantar”, “a nossa mola no fim do poço”, ou como diz o clichê: “a nossa luz no fim do túnel”.
É muito comum ouvirmos de algumas pessoas frases como: “Você é meu melhor amigo”, mas, digam-me, de que tipos de amizade eles estão falando? Àquela que se materializa apenas em fotos bonitas para causar inveja no resto mundo? Ou então, daquela que se materializa em apenas dizer que são amigos há muito tempo? Pois é, o mundo está assim, “bagunçado, confuso e difícil de encarar”.
 Precisamos tomar cuidado com as “capas”, ser amigo ultrapassa qualquer explicação, ultrapassa qualquer limite, ultrapassa qualquer adversidade. Como posso chamar de amizade uma relação, em que há trocas? Digam-me, preciso entender... Vamos dar um exemplo: Dois amigos cultivam uma amizade de dezessete anos, um pouco mais de seis mil dias juntos, unidos, vivendo um para o outro. De repente, um dos amigos começa um relacionamento amoroso, e em um curto espaço de tempo, se esquece do outro amigo.
Já pensei em diversas explicações, e ainda sim, não consigo imaginar que tipo, ou que classificação de amizade é esta. Será que nunca existiu? Será que foram tudo sonhos que não aconteceram? Será que foram promessas e palavras jogadas ao vento? É muito fácil olharmos para nossas “vidinhas” maravilhosas e não perceber que ali do lado tem alguém magoado, ou que se sente a pior das criaturas do mundo por ter perdido um amigo.
O que ficam são as fotos, as lembranças, as recordações e os possíveis indícios de que um dia tudo isso existiu. Mas, o tempo cura, o tempo cicatriza, o tempo faz passar e mais do que nunca, o tempo nos dá a certeza de que aquilo tudo uma hora não mais existirá. Portanto, não devemos nos abalar, continue vivendo no seu caminho, o destino se encarregará de preencher aquele vazio com pessoas que realmente fazem valer o nosso amor e amizade.

2 comentários:

  1. já conversamos sobre isso!
    E, não foste nada sutil;
    enfim, mais o sentimento e a opinião é tua. E mesmo não concordando respeito.

    beijo

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  2. É meu amigo bruce infelizmente essa é a mais pura verdade, as vezes um breve relacionamento pode estragar anos de amizade, mas isso nao depende apenas ao relacionado e sim a nós também, pois se deixarmos nosso grande amigo ir tão facil assim, é praticamente como se nós nao nos importasemos também, mas no mundo atual em vez de nos preoculparmos com nossos supostos inimigos, nos preoculpamos mais em não perder nossos amigos, pois uma pessoa sem inimigos é uma pessoa feliz, mas uma pessoa sem amigos é simplesmente um ser que passa pela vida sem desfrutar o que realmente importa, que são as amizades verdadeiras

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